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7 de nov de 2013

Little Star Capitulo Dezesseis Parte Três; Dezessete Um &Dois!

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Stella ficaria agora para sempre naquele local. Brincando em meio as nuvens, mergulhando no mar, observando a tudo e a todos. Lua sabia que sua alma estava em paz. Estava tudo bem agora. 
Antes de que pudesse perceber seu rosto estava completamente coberto de lágrimas. Sentiu Thur apertando sua mão e se sentiu mal por não ter prestado atenção nele durante todo esse tempo. Olhou para o marido, percebendo que ele também chorava. Não sabia se ele também havia visto Stella e não correria o risco de perguntar e parecer maluca. Abraçou Thur pelo lado, tentando reconfortá-lo, sabendo que ele precisava mais do que ela, naquele momento.
E ele precisava. Arthur não conseguiu conter suas lágrimas desde que chegara no local. Eram muitas lembranças. Lembranças de sua última tarde com Stella. Ele havia prometido que a traria outro dia para ver o pôr do sol, sem saber que nunca teria essa oportunidade. Lembrou-se dos malditos paparazzi que ficaram o incomodando. Lembrou-se de todos os seus erros que o levaram a bater o carro naquele dia. Se tivesse esperado o sol se pôr, como Stella pedira, será que tudo teria acontecido da mesma maneira? 
Não adiantava pensar nisso. Estava ali para se livrar das armaguras, não para adquirar mais. Queria ir embora dali, mas Lu estava tão entretida vendo a vista, que ele não poderia pedir. Ele observava Lu um pouco afastado quando pareceu surgir, no meio do nada, uma menina de mais ou menos três anos ao lado da esposa. Thur paralizou, achando que havia enlouquecido. Desde quando ele tinha alucinações com a filha? Provavelmente era só uma criança parecida com ela. Mas não era, a menina olhou em sua direção, aquela era Stella. 
criança parecida com ela. Mas não era, a menina olhou em sua direção, aquela era Stella. 
Thur não sabia como, não entendia como podia estar vendo Stella, mas estava. Ele se aproximou, ficando ao lado de Lua , porém com os olhos atentos a filha. Stella sorriu para ele. Não era um riso, mas também não chegava a ser um sorriso triste. Era um sorriso de alguém que estava se despedindo, mas por vontade própria. “Está tudo bem, papai”, Thur pensou ter escutado, mas a boca da menina não se mexia, era tudo coisa da sua mente, “Eu estou bem. Você precisa me deixar ir”. As lágrimas escorriam mais intensamente por seu rosto agora, mas não tinha ninguém ali para ver e se importar. Sem saber o que fazer, Thur apenas acenou para a filha que repetiu o gesto, virando-se em direção ao abismo e caminhando para o além. 
Stella estava livre agora. Estava livre para fazer o que quisesse com a eternidade que a aguardava.
Lua o abraçou e Thur correspondeu o abraço. Eles estavam prontos para seguir em frente agora. Também estavam livres.
Eles entraram na casa de mãos dadas, mas por algum motivo, ela já não parecia mais tão assustadora. Era só uma casa, afinal. Certamente, guardava muitas memórias tristes, porém guardava também outras lembranças. E eram essas lembranças que deveriam ser lembradas, Lua pensou.
Os dois estavam quase desmaiando de exaustão, já que tinham passado horas no avião para chegar à Califórnia e fazer uma caminhada, seguida de um grande cansaço emocional. Tudo o que queriam fazer era deitar na cama e dormir pelo resto do dia seguinte. Entretanto, Arthur fora tomar banho, deixando Lua sozinha no quarto. Percebendo que se continuasse parada ali, acabaria dormindo e depois seria difícil acordar para tomar banho, ela resolveu se levantar. 
Começou a passear pela casa, observando todos os detalhes. Tudo ali a lembrava de Stella, daquela última noite. Mas já não doía tanto. Ela sabia – ela sentia – agora que Stella estava em paz. Chegando até sua sala, pegou sua mala, que ainda estava jogada no sofá, com o objetivo de pegar sua camisola para dormir. Ao abrir a mala, porém, ela achou uma série de álbuns e vídeos que ela havia trazido, aquela era a viagem de superação, afinal.
Quase que hipnotizada, ela pegou o álbum, sentando-se no sofá e começando a folheá-lo. Ali estavam guardadas todas as fotos de Stella, bom, quase todas. Lua de vez em quando as via, quando sentia muita saudade da filha, mas normalmente acabava se entristecendo e guardando-as. Lua sentia-se nostálgica, ao virar as páginas e observar a filha crescendo. Ela ficava feliz por terem tirado tantas fotos de Stella, assim tinham guardado todos os momentos da filha. 
Stella não vivera uma vida muito longa, mas fora feliz. E no fim, era isso que importava.
- O que você está fazendo? – Thur perguntou, aparecendo de repente – Já terminei, você pode ir tomar banho agora, se quiser.
- Estou vendo umas fotos de Stella – Ela disse, sorrindo para o marido – Você se lembra desse dia? – Perguntou, mostrando algumas fotos de quando Stella tinha dois anos – Ela estava tão animada...
Notando que a esposa não levantaria dali tão cedo, Arthur se sentou ao seu lado, pegando um outro álbum que estava jogado de lado e folheando-o também. Eram as fotos de quando Stella ainda era bem pequena, por volta dos três meses. Ela era a coisa mais preciosa do mundo, tudo o que ele poderia pedir por. Era tão pequena, tão linda. Ele se lembrava de todo o trabalho que era cuidar de um bebê e como mesmo assim valia tão a pena.
Lua olhou para as fotos que ele via e sorriu, pensando o mesmo que ele. 
- Eu quero outro bebê – Ele falou, expressando pela primeira vez diretamente sua vontade e não porque Lu queria.
Ela apenas abriu mais o sorriso, tirando o álbum que estava em seu colo e o que estava com Thur e os colocando para o lado, aproximou-se do marido e o beijou.
- Vamos fazer um bebê, Arthur – Ela riu, puxando-o para cima dela.
Eles passaram o dia seguinte juntos, deitados na cama ou vendo vídeos e fotos de Stella. Pela primeira vez, não lamentaram sua morte, mas celebraram sua vida.
Eles finalmente continuariam a família.

Era o casamento de Raffael e Jenny, e Lua estava sentada na mesa que fora escolhida para ela, cuidando de Elle enquanto esperava Sophia voltar do banheiro com Oliver. Elle estava contando animada que já estava escrevendo muito bem e já lia livros sozinha. Ollie, em compensação, não sabia nem desenhar, observou, reparando que a mãe voltava com o irmão, que ainda nem tinha completado dois anos. 
Thur estava em algum lugar por ali, provavelmente com Chay . Catherine havia se despedido alguns minutos antes, acompanhada de Micael , que levava um Noah adormecido no colo. 
Jenny passara rapidamente por ali, sem nem ao menos parar para conversar. Ela estava absolutamente linda e muito feliz também. Lua nunca imaginara que ela acabaria se casando com Raffael , ou que ele acabaria se casando algum dia, na verdade. Era o último do McFly a se casar, provavelmente as fãs ficariam tristes com isso. 
Lu , entretanto, estava muito feliz. Ela praticamente havia visto todos aqueles garotos crescerem, desde quando ela era uma adolescente e namorara Micael por um pequeno período de tempo. Ela lembrava-se de quando havia arranjado um encontro entre Sophia e Chay . Já haviam se passado onze anos, quem diria? Será que ela acreditaria se a contassem que os dois estariam casados e com filhos, dez anos depois? E que ela estaria feliz, casada com Thur ? Nessa última, ela não teria acreditado cinco anos antes, sem nenhuma dúvida. 
Thur voltou a mesa, apenas para puxá-la para a pista de dança. Estavam em uma época divertida do casamento. É certo que às vezes ficavam um pouco preocupados, porque Lua ainda não tinha engravidado, depois de alguns meses tentando, mas não era nada demais. Era só uma questão de tempo.
Depois que Sophia e Chay foram embora, resolveram que já estava tarde e era melhor irem também. Lua estava um pouco cansada, mas sua ansiedade se sobrepunha.
- Qual o motivo de tanta animação? – Thur perguntou, ao entrarem no carro, voltando para casa.
- Eu gosto de casamentos, só isso – Respondeu, com um sorriso no rosto. 
Thur franziu o cenho, estranhando, mas deu de ombros e dirigiu até a casa.
Só que, obviamente, não era só isso. Desde de manhã, ela vinha escondendo um pequeno segredo do marido. É claro que Arthur tinha desconfiado, ele já conhecia Lua há muito tempo para não perceber suas alterações de humor, mas não a pressionaria a contar nada que não quisesse. Estava tentando não, pelo menos.
- Então, vai me contar? – Perguntou, ao chegarem no quarto e Lua abrir um sorriso enorme.
Ele já desconfiava do que ela iria falar, não tinha como não. Todavia, estava tentando não colocar sua espectativas muito altas, para caso não fosse nada demais e ele acabasse se decepcionando. Queria, apenas, que ela colocasse seus pensamentos e desejos em palavras.
- Nós conseguimos, Thur – Ela falou, sorrindo e se aproximando para abraçá-lo – Eu estou grávida.
De novo. Finalmente, ela quis acrescentar, porém não falou nada, só envolveu os braços ao redor do marido, apenas compartilhando o silêncio. Arthur beijou o topo de sua cabeça, sem dizer mais nada. Eles estavam há alguns meses tentando e, apesar de ficar um pouco apreensivo, para falar a verdade Thur esperava que fosse demorar mais tempo. De repente, ficara nervoso. E se acontecesse alguma coisa novamente? Ele não queria nem pensar nessa possibilidade.
- Vai dar tudo certo, não vai? – Ela perguntou, como quisesse se assegurar. Thur assentiu dizendo que é claro que ia – Tem que dar – completou – Essa é nossa última esperança.
Literalmente, não era. Mas talvez fosse para Lu . Ela precisava que desse certo dessa vez, se não desse, sua esperança realmente se esgotaria. Era o novo símbolo deles, que estava para nascer.
Creditos: Juuh Aguiar

Capítulo Dezessete p.2 Ultimo Capitulo

Junho, 2011
Lua não conseguia se lembrar da última vez que se sentira tão nervosa. Sentiu Thur segurar sua mão, enquanto esperavam pela médica chamar seu nome. Ela sentia que estava passando por algum tipo de flashback, mas sabia que era tudo novo. Ela esperava que o resultado fosse diferente da vez anterior, pelo menos. Seria, ela tinha fé que seria. 
- Sra. Aguiar – A secretária chamou, e ela e Thur seguiram, ainda de mãos-dadas para o consultório.
Thur não queria deixar Lua mais nervosa do que ela já estava, mas estava morrendo de medo. Essa não era a primeira vez que iam ao médico, o medo continuava ali, entretanto. Como garantir que o bebê continuava ali? Se seu coração continuava a bater? E que bateria pelos próximos oitenta anos, no mínimo? Ele não tinha como saber, tudo o que restava era esperar.
- Prontos para ver o bebê? – A médica perguntou, sorrindo para os pais, já sabendo a situação dos dois.
O sorriso da médica, entretanto, não confortou nem um pouco Lua , que não parava de olhar para o monitor, a procura de algum sinal de vida. A médica começou a fazer o ultrassom e uma imagem começou a se formar na tela, Lua conseguia ver perfeitamente um bebê ali e parecia bem, mas Lu não sabia se poderia ser sua mente.
- Ah, olhem aqui! - A médica falou sorrindo, apontando - Como já está grande! – Ela continuou com o ultrassom, vendo vários ângulos do bebê – Vocês querem saber o sexo?
Lua e Thur se entreolharam, ambos felizes demais com a saúde do filho para responder, Lu apenas assentiu, apertando a mão do mardio, esperando que ele estivesse de acordo com a decisão. Nem conseguia acreditar que seu bebê realmente estava bem, durante todo esse tempo desejava pelo melhor, mas esperava pelo pior. Mas tudo tinha dado certo dessa vez.
- Bom, já posso afirmar com quase toda certeza que é uma menina – Ela disse, mostrando o ultrassom para os pais – Era o que vocês esperavam?
Nenhum dos dois respondeu. A única coisa que esperavam é que o bebê estivessem bem. Não se permitiram pensar mais do que isso. Uma menina. Outra menina. Será que ela se pareceria com Stella? Uma parte de Lu queria que sim, outra queria que não.
Eles teriam outra chance de serem pais. E ninguém, ninguém, tiraria sua filha dela dessa vez. Lua apertou a mão de Thur ainda mais forte. Algumas lágrimas brotaram em seus olhos, mas não de tristeza.
O mais justo era que Thur escolhesse o nome, já que Lua nomeara Stella praticamente sozinha. Também, porque Lu não tinha nenhuma ideia muito boa, ela sempre pensara em ver o rosto da filha antes de nomeá-la.
- Eu pensei em um – Ele falou, um pouco receoso de dizer. Lua ergueu as sobrancelhas, um pouco surpresa, mas como quem dissesse para ele falar – Hope.
Era um nome bonito, ela pensou. E com significado, principalmente para eles. Ela seria um símbolo de esperança, e esperança era realmente o que eles estavam precisando no momento, talvez o que eles sempre precisaram e sempre tiveram. Hope resumia toda a situação em um nome. Lua aprovava aquilo, gostava desse nome. Hope Aguiar , essa teria que ser uma forte menina para aguentar pais tão problemáticos quanto eles.
Hope. Lua mal podia esperar para vê-la.

Outubro, 2011
Lua olhava para sua filha como se não existisse mais nada no mundo. Hope dormia profundamente, com a cabeça apoiada na mãe. Ela tinha nascido fazia apenas algumas horas, mas já havia se tornado a coisa mais importante na vida de Lu . Ela era tão linda. Lua nunca deixaria nada acontecer com ela. Lu estava cansada e queria muito poder dormir, mas não queria tirar os olhos de seu bebê nem por um segundo, com medo de acontecer alguma coisa.
- Você devia descansar, Lu – Thur falou, reparando no olhar cansado da esposa – Você vai ter que se separar dela eventualmente.
Mais por medo de acabar desmaiando em cima de Hope e esmagá-la do que realmente porque o argumento de Thur tinha a convencido, ela deixou que Arthur tirasse a filha de seu colo. Poderia ver sua filha novamente quando acordasse. Uma delas, pelo menos.
Agora que Hope tinha nascido, ela percebia como suas preocupações sobre compará-la com Stella eram estúpidas. Hope não era Stella, ela nunca poderia misturar as duas. Sendo filhas dos mesmos pais, elas se pareciam bastante. Certamente, era meio cedo para afirmar, mas Lu achava que Hope lembrava sim um pouco Stella, mas era diferente. Ainda pensando no assunto, Lua dormiu.
Sonhou com Stella. Sonhou que a filha estava ali com ela, sentada na beirada da cama, olhando para Hope que estava no colo da mãe. Se estivesse viva, Stella já teria nove anos, mas no sonho ela ainda tinha a mesma aparência da última vez que Lu a tinha visto. Stella queria segurar Hope, mas Lua não deixava dizendo que Hope ainda era muito pequena.
Elas estavam sozinhas no quarto. Lu não sabia aonde Thur tinha ido, deixando-a só com as duas filhas, mas ela não se importava, tinha suas duas meninas consigo e não poderia estar mais feliz.
Stella se aproximou da mãe, passando a mão pela cabeça de Hope. Ao contrário de muitas crianças que rejeitam os irmãos mais novos, Stella parecia adorar Hope, exibia um sorriso do tamanho do mundo. Stella abaixou-se beijando o topo da cabeça da irmã.


Creditos: Flavia C.
Adaptação: Juuh Aguiar

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