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12 de nov de 2013

2ª Temporada - LuAr Na Casa Dos Segredos 4° Capitulo

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POV ARTHUR

 

Eu realmente fiquei sem palavras para o que aconteceu ontem. Acho que ainda não caiu a ficha… eu to pensando que está tudo bem e que aquilo foi uma briguinha de nada, mas o problema é que não foi.

Realmente ambos pegamos pesado com as palavras, frases e especialmente com a voz. Mas acho que foram os nervos falando mais alto.

Detestei mandar a Lua embora, mas naquela altura eu não consegui dizer ou fazer outra coisa. Mas acho que agora só queria que o tempo voltasse atrás para falarmos com calma, mas é tarde de mais. A essa hora, ela não me quer ver, nem pintado.

 

Nada melhor do que ir ter com um amigo seu e conversar.

Ele é o Guga, somos como irmãos um para o outro. Afastamo-nos um pouco quando eu entrei no programa mas felizmente agora as coisas estão bem. É sempre com ele que eu costumo desabafar mais, vamos ver se hoje consigo falar alguma coisa.

 

Eu estava no meu quarto, quando a minha mãe bate na porta.

 

Kátia: filho, tem visitas – ela entrou no quarto, junto com o Guga

Guga ri: e ai cara? – ele já estou rindo – Ouvi dizer que você tá mal de coração, tá certo?

Kátia: mal de coração? Como assim? – perguntou ela curiosa

Arthur: nada mãe… ele tá viajando!

Kátia: aconteceu alguma coisa com a Lua?

Arthur: não, não aconteceu mae… - menti, logico – Bom mãe, depois falamos tá? – eu empurrei ela pra fora do quarto

Guga: mentiu a ela porque?

Arthur: não quero dar parte fraca pra ela… não quero que ela me veja triste.

Guga: você não tá triste… você tá mais do que infeliz cara. Que rosto é esse?

Arthur: eu não sei cara… eu to sentindo a falta dela agora, mas acho que não caiu a ficha totalmente.

Guga: você pensa que foi só um tempo né?

Arthur: não… eu penso que estamos chateados por uma coisa de nada. Mas sei bem que não é isso

Guga: afinal o que é que você fez?

Arthur: agente discutiu e ela pensou que eu queria lhe “obrigar” – fiz com aspas mesmo – A irmos pra cama.

Guga: e você realmente fez isso?

Arthur: tipo… eu queria né? – confessei – Mas não seria capaz de forçar a barra com ela. Ela me conhece perfeitamente e sabe que eu não seria capaz de fazer isso… mas pelos vistos não me conhece como eu pensava que ela conhecia.

Guga: e agora? O que você quer fazer?

Arthur: eu vou seguir com a minha vida em frente. – suspirei – Eu não vou ficar implorando que ela volte para mim…

Guga: vai deixar a poeira assentar?

Arthur: exatamente… eu quero entrar no mundo do teatro ou da representação. Quero ser alguém no futuro conhecido, não por entrar num programa polemico mas sim por ter me esforçado a ser alguém na vida.

Guga ri: você não parece você! Realmente este programa te mudou muito

Arthur: não… eu continuou o mesmo… mas simplesmente estou abrindo os olhos para algumas coisas.

Guga: espero que se dê bem na vida assim

Arthur: e vou me dar mesmo! Mas e você, como está?

 

(…)

 

Eu acho que se eu ficar chorando por uma garota num quarto, sozinho, vou acabar não fazendo nada da minha vida. Então, vou lutar por uma vida melhor e por uma coisa que eu sempre quis fazer.

Sei que vou sofrer com a ausência dela na minha vida mas vai ser melhor para mim!

 

Arthur: mãe… - chamei, enquanto estava chegando na cozinha

Kátia: diz filho – ela me respondia, com a panela de brigadeiro na mão – Quer provar? Acabei de fazer

Arthur: quero sim – peguei a panela – Mas antes preciso de te dizer uma coisa. – eu lhe olhei serio

Kátia: o que filho? – ela notou a minha cara de preocupação

Arthur: eu quero ir viver para o meu apê

Kátia: a Lua aceitou ir com você? – ela sorriu

Arthur: não mãe… na verdade eu e a Lua terminamos tudo.

Kátia: mentira né?

Arthur: não mae… é verdade! Acho que assim será melhor

Kátia: você não gostava mais dela?

 

Eu nem respondi. Apenas coloquei uma colher de brigadeiro na bota e suspirei. A minha mãe não insistiu na conversa, felizmente.

Com a ajuda dela, eu fiz as minhas malas e coloquei o essencial dentro delas para poder leva-las para a minha casa.

 

Kátia: você tem a certeza que é isso que você quer?

Arthur: tenho mãe.

Kátia: eu acho essa sua atitude muito precipitada.

Arthur: até pode ser… mas acho que agora é o melhor. Eu preciso de crescer. Não só fisicamente mas também mentalmente.

Kátia: e ao meu lado não dá?

Arthur: claro que dá mãe – abracei ela – Mas… - suspirei – Entende o meu lado?

Kátia: entendo filho… mas você sempre disse que só ia para lá com a Lua e… - eu virei o rosto quando ela falou o nome da loirinha, e ela entendeu que eu não queria tocar no assunto – Pronto, eu não vou falar nada! – ela suspirou – Filho, eu te amo muito e só quero que corra tudo bem para você e a sua vida. Quero que esta nova etapa da tua vida te traga muito amor, paz, saúde e trabalho. Espero que você consiga tudo o que quer e quem sabe virar alguém importante no mundo. Não esquece que estarei com você aqui para sempre!

 

A minha mãe sempre tinha estas palavras que me ajudavam a ir em frente sem ter medo de nada.

Às vezes penso que só com as palavras que ela me diz eu sou capaz de mudar a minha vida, a vida de todos e o mundo inteiro. Mas quando volto à realidade sei que não é bem assim.

Às vezes tomo decisões que beneficiam o meu bem estar mas por vezes colocam em risco certos objetivos.

O meu objetivo, para além do trabalho, era ser feliz ao lado de uma mulher que me amasse, que confiasse em mim e não tivesse medo de mim. Mas mudando a minha vida agora, indo morar para o meu apê e focar no trabalho, posso estar a por em causa da minha felicidade.

Talvez deveria correr atrás da Lua e lhe pedir desculpas, mas neste momento o meu coração diz que é melhor organizar primeiro a minha vida a nível profissional.

 

E foi nisso que eu fui pensando o caminho todo até chegar ao meu novo apê.

Ele era bem grande, tinha vários quartos e estava todo mobilado.

 

Arthur: o que eu faço agora? – falei sozinho, olhando em volta da minha sala


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