Image Map

23 de dez de 2013

2ª Temporada - LuAr Na Casa Dos Segredos 34° Capitulo

|
Último Capítulo


POV LUA

Não podia passar de hoje, caso contrário, não sobraria comida nenhuma em casa. Eu estou com uma ansiedade incontrolável que só me dá para comer e implicar com todo o mundo. Até com o Thomas eu briguei hoje. Coitadinho.

Arthur: vem Thomas, não chega perto da sua mãe. Ela hoje está impossível! – Arthur pegou o pequeno ao colo e levou ele para o outro lado do sofá
Thomas: mamãe é fera
Arthur ri: é tipo isso
Lua: eu estou aqui, sabiam?
Arthur: Lua, se controla. Você está muito irritadinha hoje – ele olhou para o que eu comia – Eii, essa era a minha sobremesa por acaso?
Lua: não…
Arthur: tem a certeza?
Lua: pelo menos na tinha o seu nome… - continuei comendo
Arthur ri: mentira que você comeu? Pow, eu andei procurando isso à dias
Lua: é só uma sobremesa Arthur
Arthur: que era a minha sobremesa
Lua: vamos discutir por isso?
Arthur: você que está discutindo!
Lua: aff! – fui para a cozinha terminar de comer a minha sobremesa em paz

A consulta era às 3horas da tarde, mas fomos mais cedo ou então eu daria em louca entre aquelas paredes brancas da casa.
Por sorte, alguém eu estava marcado para antes de mim não apareceu na consulta, o que fez com que a minha fosse mais cedo.

Arthur: espero que a consulta te traga sossego
Lua: sou vou ficar sossegada quando você parar de implicar comigo
Arthur: eu é que estou implicando? Você é que brigou comigo por eu ter acordado cedo de mais e brigou com o Thomas por ele ter deitado um pouco de agua no chão. Ele é pequeno e eu acordo quando eu quiser
Lua: aff, vocês homens são tao complicados!
Arthur: olha quem fala – ele implicava sempre comigo

Não tinham jeito estas idiotas discussões. Mas paramos de falar quando entramos no consultório. A doutora estava com um rosto de felicidade. Eu não sabia o que se passava, mas estava animada também. aquele consultório hoje me trazia boas energias, não sei porquê.

Doutora: e então casal, como estão?
Arthur: menos bem
Doutora: porque desta vez?
Arthur: a Lua anda irritadinha
Doutora: coisas naturais da gravidez, se prepare. O pior está para vir?
Lua ri: como é que é?
Doutora: parabéns casal! Vocês vão ser pais! – ela riu e nos abraçou

Eu não estava em mim. Eu tinha uma felicidade dentro de mim que eu não sabia como explicar. Tudo me parecia lindo, brilhante e cheio de vida. Tudo graças a esta boa noticia que ela me deu. Eu não poderia estar mais feliz. Finalmente todo o sofrimento que passamos foi compensado. Eu tinha vontade de gritar, de me jogar de uma altura enorme e gritar de felicidade. Eu queria que todo o mundo sentisse o que me vai na alma. A felicidade que eu tenho por ser mãe é enorme, é infinita.

Arthur ri: você tem a certeza?
Doutora: certeza absoluta! Parabéns, estou muito feliz por vocês
Lua ri: obrigada por tudo! – abracei ela de coraçao

Saímos da clinica e eu ainda não conseguia estar em mim. Eu telefonei para todo o mundo contando a novidade. Eu partilhei a notícia no facebook, na minha página oficial e ainda coloquei no twitter. A galera delirou e os fãs começaram a mandar mensagens de apoio. Me emociono muito quando eles fazem isso.

(…)

Com dois meses, a barriga não se notava muito. Mas quem me conhecia dizia sempre que eu tinha “crescido” mais um pouco. A noticia tinha sido espalhada em todas as revistas. Eu estava adorando o carinho de todos.
Só não gostava quando as pessoas exageravam de mais, por eu estar gravida e não poder trabalhar à vontade como antes.

Xx: Lua, é melhor parar as gravações por aqui. Você trabalhou 3horas seguidas
Lua: e dai? Eu consigo muito mais
Xx: mas você está gravida e…
Lua interrompe: e dai? Estou gravida e não invalida! Vamos continuar!
Arthur: amor, toma pelo menos um pouco de agua então
Lua: chato! – mas mesmo assim bebi

(…)

Aos três meses de gravidez, mas preocupações comigo continuavam, mas o pior era mesmo o facto de eu ter me tornado numa pessoa chata. Nem o Arthur tinha mais paciência para mim.

Arthur: pronto amor – ele chegou no quarto - aqui estão os seus morangos com nutella e o batido de banana e limão – e me entregou a bandeja
Lua: ahh Arthur, sabe o que é? É que encontrei o chocolate aqui e comi e não to com mais fome. – afastei a bandeja para o aldo
Arthur: eu tive tanto trabalho para nada? – disse sem paciencia
Lua: ahh mas é que…
Arthur: aff, ok! – ele deitou na cama chateado
Lua: vai ficar assim por uma coisinha de nada?
Arthur: coisinha de nada? Você sabe que horas são? São 5horas da manha e ainda não consegui dormir! – ele gritou comigo
Lua: idiota! Não briga comigo assim – comecei quase a chorar – Vai embora! – levantei da cama – Não durmo hoje na mesma cama que você
Arthur: eu é que não durmo! – ele pegou um lençol e foi para o sofá da sala dormir

(…)

Com 4 meses de gravidez, o “filme” já era um pouco diferente. o Arthur já estava habituado às minhas birras e desejos e por isso já nem levantava a voz comigo. Ele sabia que eu não tinha culpa disso. Eu não conseguia controlar os meus hormônios que me matam de dia para dia.

Arthur: amor, rápido! – chamava por mim pela milésima vez
Lua: Arthur! – gritei do quarto – Eu não gosto desta blusa. Me deixa gorda – eu me olhava ao espelho até ele chegar de novo ao quarto
Arthur: amor, pega uma qualquer. O Thomas já está no carro. Está calor, ele não começar a chorar
Lua: e eu? – fiz bico
Arthur: porque não leva um vestido?
Lua: ótima ideia! Obrigada pela ajuda amor – dei um selinho nele

Me arrumei mais rápido, peguei a minha bolsa e fomos para o carro. O Thomas estava impaciente. Ele já tinha aprendido a reclamar se esperasse muito tempo por algo.
Nesses meses que se passaram, o pequeno está cade vez mais e muito mais inteligente. Não tarda muito para entrar numa escolinha para crianças, porque ele não pode ficar eternamente na casa da mãe do Arthur enquanto trabalhamos.

Chegamos no hospital. Eu ia fazer a minha segunda ecografia e estava torcendo para desse para ver o sexo da criança.

Medico: bom, deite na maca primeiro de tudo – ele pediu – É a primeira que você faz?
Lua: não. já é a segunda-feira
Medico: será que vai dar para ver o sexo?
Arthur: isso o senhor é que tem de dizer

O médico levantou com cuidado o meu vestido, passou um creme da minha barriga e de seguida uma pequena maquina. Eu sempre quis estar nesta posição, sempre quis sentir essa emoção.
Era a primeira vez que o Thomas vinha para uma coisa destas. Ele estava totalmente radiante com tantas coisas novas que ele via à sua volta. Aparelhos, outras maquinas e um monte de papeis. Isso era de mais para a cabecinha do Thomas.

Medico: bom… - ele olhava  para o ecrã – O coração do bebé está ótimo, assim como o seu corpo que está crescendo bem. Mas o sexo é que está meio difícil… - ele tentava ao máximo tentar ver -  Parece uma menina, mas não tenho a certeza.
Lua ri: ótimo! – segurei a mão do Arthur e recebi um selinho dele – Tenho de começar já a comprar tudo para ela
Medico ri: mas atenção, eu ainda não tenho a certeza de nada
Arthur ri: depois vamos ver isso amor. Viu Thomas? Você vai ter uma maninha
Thomas: onde ela tá? – ele olhou para de baixo da cama e depois levantou o resto do vestido da Lua
Lua ri: calma peste. Um dia você verá ela. – todos rimos

POV ARTHUR

No quinto mês de gravidez da Lua, as minhas preocupações aumentavam, ainda por cima estou trabalhando e não posso estar 24h sobre 24h atento a tudo o que ela faz. Mas felizmente, tenho amigos que me deixam tranquilo por passarem parte do tempo do dia com ela.

Hoje, quando cheguei a casa, após um longo dia de trabalho no Rec9, vi que a casa estava em festa. Havia musica, pessoas de um lado para o outro e muita comida.

Lua: amor, que bom que você chegou! – ela veio me abraçar e me dar um beijo, enquanto comia algo doce – Chamei os nossos amigos para jantarem cá em casa
Arthur: que bom mas… logo hoje amor? Não podia ser numa sexta ou sábado?
Lua: mas que mal tem hoje?
Arthur: é que hoje é quarta, estamos a meio da semana e eu estou super cansado! – contestei
Lua: porque você sempre reclama? Quando é pra tazer os seus amigos todos das gravações da novela, você fala que está tudo bem, quando é os meus amigos, é que não pode – ela se irritava
Arthur: amor, não é nada disso. Eu não me importo que você convide quem você quiser, mas acho que pelo menos você deveria ter me avisado
Lua: aff, você é tolo mesmo! – ela foi embora para a cozinha
Thomas: papai, a mamãe tá chata – meu filho reclamava
Arthur: é… mas fazer o quê? Mulher gravida é assim mesmo

Havia pessoas que ela conhecia desde a adolescência, havia outras que participar na “casa dos segredos”, havia ainda outros colegas de gravação, enfim, veio meio mundo para cá.
Todo o mundo trouxe presentes porque todos sabem que estamos à espera de uma menina. Então, nos ofereceram mil e uma coisas. A Lua abria os presentes por toda a casa, deixando os papeis dos embrulhos espalhados. O Thomas achava piada a todos e começava a brincar. Enfim, espalhava ainda mais.
Conclusão: todos comeram, beberam, riram e foram embora e eu fiquei arrumando tudo!

Cheguei à cama já passava da meia noite. Eu estava de rastos, mas pelo menos a casa ficou mais ou menos arrumada. No dia seguinte teria de me levantar às 6:30 da manhã, por isso era hora de eu ir dormir.

Arthur: pow amor, você nem me ajudou com nada – deitei na cama, ao seu lado, tentando deitar sobre a barriga dela, como sempre faço de forma confortável
Lua: eu não arrumei nada? Você por acaso viu o monte de copos que eu lavei? – ela me empurrou para o lado, brava
Arthur: mas e o chão, quem varreu? O resto da louça, quem lavou? As cadeiras, quem arrumou?
Lua: isso! joga na minha cara que eu não sirvo para fazer nada, eu e a sua filha aqui né? – ela colocou a mao sobre a sua barriga
Arthur: não é nada disso amor
Lua: não me chama de amor! – Lua ralou comigo – Você é um insenceivel, sem coraçao, idiota! Ahh vai embora! – ela levantou da cama, pelos vistos chorando e quis me expulsar do quarto
Arthur: Lua, chega de birras! – levantei a voz
Lua: e eu é que faço birras? Se você não vai, vou eu!

Ela pegou o seu travesseiro e foi para o quarto de hospedes quem futuramente será o quarto da nossa futura Blanco de Aguiar.
Ainda por cima, se trancou, me impedindo de entrar.
Passei a noite em branco, e tive na mesma de ir trabalhar. O dia correu pessimamente, pois estava muito cansado.

(…)

Quando cheguei em casa, me preparando para o super mau clima, levei uma surpresa.
Lua estava colocando flores na jarra que estava na mesa da sala de jantar. Sobre a mesa, estava bolos, sucos, bolachas, pao e tantas outras coisas gostosas de se comer para um lanche bem caprichado. Lua havia caprichado nesse lanche de hoje. O seu humor dela parecia estar nos altos e eu ia aproveitar isso para não discutir, não mais que ontem.

Lua: amor, que bom que você chegou! – ela me abraçou, fazendo eu largar o casaco, que eu tinha na mão, no chão – Eu te amo tanto, sabia? Sentia tanto a sua falta hoje! – ela me beijou e como é logico correspondi
Arthur: sabe que eu também? – sorri e dei mais uns beijos nela pra descontar o que eu não dei ontem – Cadê o Thomas?
Thomas: aqui papai – ele vinha da cozinha
Arthur: o que você estava fazendo lá?
Thomas: comendo brigadeiro – poderia ter concluído isso pelo seu rosto sujo
Arthur: deixou tudo arrumado?
Thomas: hummm – ele fugiu para o sofá
Lua: ahh, deixa ele vendo tv. Eu arrumo depois – ela riu – Vem, vamos lanchar. Como foi o trabalho? Correu tudo bem? Tá cansado hoje?

A Lua nem parecia a mesma de ontem. Eu estava fascinado. As gravidas mudam de humor como “uma pessoa muda de cuecas”. É sem dúvida, super fascinante.

Lua: podíamos aproveitar que o Thomas esta ali distraído com a tv e dávamos um pulinho ao quarto, o que você acha? – ela me fazia perguntas indecentes, toda manhosa, enquanto passava a mão sobre a minha camisa de trabalho. Eu não tinha como recusar…

POV LUA

Mulher grávida de 7 meses, quase 8, não é fácil não. Admiro muito o Arthur por aturar todas as minhas teimosias. Ele e o pequeno Thomas que não para de reclamar de todas as minhas reclamações. Enfim, somos uma família que só sabe reclamar disto e daquilo que nos acontece.
Mas eu tenho razoes para reclamar. A minha pequena filha não me deixa dormir, não me deixa estar muito tempo em pé e só me dá desgostos.
Tudo o que eu como de novo, deito pra fora. Quando vamos no parque com o Thomas, não podemos ficar lá muito tempo porque as dores começam. Não posso pegar o Thomas ao colo, porque as minhas costas e a minha barriga grandona não permitem. Estas e tantas outras coisas que já não posso fazer.

Thomas: mamãe chata! – dizia o pequeno, que saiu do nosso quarto e foi para o seu brincar
Lua: nem o Thomas gosta mais de mim – lá estava eu nos momentos sensíveis
Arthur: ele ama você! – Arthur me acarinhava – Mas ele só queria fazer um pequeno carinho na sua barriga e você gritou com ele
Lua: ele tinha as mãos frias amor
Arthur: mas era preciso gritar com o pequeno?
Lua: eu não tive culpa… - Lua fez bico – Amor, temos de conversar serio sobre uma coisa. – sentei na cama e peguei a mão dele
Arthur: o que?
Lua: Soraia, Alice ou Mariana?
Arthur: é de novo os nomes para nossa princesa? – ele beijou a minha barriga – Eu já te disse a minha opinião.
Lua: eu sei que você adora Alice. Mas é que Soraia é diferente a Mariana agente podia chamar de Mari
Arthur: mas é pouco original
Lua: atá, porque Alice é super original – encarei ele
Arthur ri: não é isso. mas foi um nome que eu sempre gostei
Lua: tá bom coisa chata. – dei um selinho nele – Alice Blanco de Aguiar?
Arthur ri: sim. Perfeito!
Lua: lindo! – comecei outro beijo

Fazer amor com o meu maridinho já não era como de ontem. As posições que usávamos antes não resultam mais com a minha barriga e por isso perco logo a vontade. Mas hoje, não sei porque, queria ser amada pelo Arthur ali e agora!
Puxei pela blusa dele para que entendesse que deveria vir para cima de mim, porém com cuidado. Ele entendeu colo a ideia e assim o fez.
Continuou beijando o meu pescoço enquanto eu me deliciava daqueles seus beijos. A minha Alice não parava quieta na minha barriga, principalmente quando o Arthur dava uns grandes beijos sobre mim que me deixavam arrepiada.

Parti logo para a ação e tirei a blusa dele arranhando de leve as suas costas. Ele queria tirar o meu vestido, que a muito custo foi tirado e jogado para o chão.
Não demorou muito para ficarmos por completo sem roupa e ele começar com as leves investidas.

Lua: necessito de você por inteiro
Arthur ri: safada!
Lua: te amo! – dei um leve chupão no seu pescoço

Esquecemos da porta aberta, mas felizmente não fomos interrompidos momento algum por ela.
Enquanto ele fazia aquelas suas investidas que eu adorava sentir, a minha respiração continuava descompassada como no inicio, assim como a dele.

Arthur: amor… - ele dizia com a sua respiração ofegante – A porta…
Lua: não para Arthur… - eu fechava os olhos – O Thomas não vai entrar.
Arthur: mas e se…
Lua interrompe: tudo o que é perigoso, é mais excitante
Arthur ri: apoio então… - ele continuou

(…)

Fizemos amor durante pouquíssimos minutos. Já nada se compara como antes, mas pelo menos, deu para matar o desejo. A minha barriga está grandona e não me deixa fazer tudo o que eu quero.

Eu e o Arthur tomamos banho juntos e descemos para brincar com pouco com o Thomas, que estava já de novo em frente à tv.

Arthur: então filhão, como você está?
Thomas: bem – ele não tirava os olhos da tv
Arthur: vamos jogar futebol no jardim?
Thomas: não…
Arthur: vamos sim. Você não pode ficar o dia inteiro aqui

No jardim, os dois correram de um lado para o outro sem parar para respirar ou ao menos falar comigo. Fiquei na cadeira de jardim vendo eles brincarem e ainda lendo a revista de fofocas sobre as pessoas conhecidas. Havia lá uma notícia sobre mim que me agradava muito.

Arthur: filho, cansei – Arthur sentou ao meu lado, super cansado – Eu não tenho mais forças
Lua ri: Thomas, fala que o papai é fraquinho
Thomas: fraquinho – meu filho zuou o pai
Lua ri: isso ai
Arthur: tá vendo o que?
Lua: isto aqui – apontei para a noticia na revista – Fala da gente e uma suposta participação num programa da Record. Acho que é para falar sobre a nossa vida e sobre a participação na casa dos segredos
Arthur: aé… porque vai começar uma temporada nova né?
Lua: exatamente. Mas nada se vai comparar à primeira
Arthur ri: não mesmo! Mas pra quando será?
Lua: eu não sei se isso é verdade. Como é que sai nas revistas e nos ainda não sabemos de nada?
Arthur: é… talvez seja boato mesmo.

Depois de ler e reler aquela revista mil vezes, tive vontade de fazer outra coisa

Lua: amor, eu tenho saudades de brigar
Arthur: pirou? – ele me encarou
Lua: não – eu ri – É que brigar é legal. Depois vem a reconciliação e é legal
Arthur: e quer brigar agora do nada?
Lua: podíamos fingir
Arthur: eu não vou fazer isso
Lua: mas porque? Eu quero amor! – pedi, fazendo bico
Arthur ri: Thomas, vem cá. Dá beijos à sua mãe, acho que ela está carente
Thomas: o que a mamãe tem? É a maninha? Ela tá chutando? – meu filho era muito preocupado e para ajudar à minha carência, colocou as mãozinhas sobre a minha barriga – Mana, para de machucar a mamãe – ele brigou
Lua ri: ela não está machucando. Mas é que a mamãe está apenas com desejos
Thomas: eca. Seus desejos são terríveis
Lua ri: nem são. Amor, vamos brigar, por favor
Arthur: eu não vou brigar com você…
Lua: idiota! Você nunca faz o que eu peço mesmo
Arthur: porque você é muito chata
Lua: eu que sou chata? Eu estou gravida, sabia? – gritávamos já
Arthur: e eu tenho culpa disso?
Lua: acha que eu fiz esse filho sozinha é? – ele me encarou e riu
Arthur: podemos passar à parte da reconciliação? – ele pedia todo dengoso
Lua ri: devemos amor! Obrigada por discutir comigo – eu abraçei ele – Te amo!
Arthur ri: eu que te amo tolinha – ele retribuiu o beijo e o abraço
Thomas: doidos! – ele foi embora

POV LUA

Chega a uma certa parte da nossa vida em que pensamos que tudo o que temos é que encoraja a nossa felicidade. Mas depois acontecem alegrias como aquela de ter um filho. Ai sim eu entendo que felicidade é o que eu sinto amor. Felicidade, amor e orgulho.
Um filho trás a uma família diversos sentimentos, como por exemplo, ciúmes.

Thomas: papai, porque é que a Alice chora e tem colo e eu não? se eu cair e me machucar a mamãe em vez de me pegar no colo e dizer “já passou”, ela fala “bem feita, falei pra ficar quieto”! porque é que com ela é tudo diferente?
Arthur ri: você por acaso já reparou no tamanho dela e já reparou no seu?
Thomas: e dai? Só porque não sou bebé é que não posso ser amado?
Arthur: e desde quando você não é amado?
Thomas: desde que essa pequena nasceu! Ela não me tem trazido alegrias nenhumas, pelo contrário. Todos vêm aqui para ver ela, mas pelo Thominhas ninguém pergunta mais!

Meu filhão tinha apenas 4 anos mas já tinha sentimentos como pessoas da minha idade.

Arthur: pois bem. Amanha então vou dedicar um dia só a você. Pode ser?
Thomas: o que vamos fazer?
Arthur: vamos fazer tudo o que você quiser
Thomas: vamos à praia? Podemos ir no cinema também? e almoçar no Mc? Podemos papai? Será que dá pra passar no parque? E quem sabe jogar um pouco à bola e…
Arthur ri: você acha que um dia vai chegar para isso tudo?
Thomas: se a Alice não atrapalhar, claro que vai. Ela pode ficar em casa enquanto a gente vai sair, o que você acha?
Arthur: péssima ideia! Mas tive uma ideia melhor…
Thomas: o que? – ele perguntou todo animado
Arthur: ela vai com agente
Thomas: ahh não papai… por favor, deixa ela em casa
Arthur: e se ela chorar?
Thomas: colocamos a chupeta antes de sair uê
Arthur ri: claro filhão, amanha vai correr tudo bem!

Arthur tranquilizou o pequeno Thomas e voltou para o quarto. Era hora de dormir, mas antes eu ainda dava de mamar pra Alice. Minha pequena de dia para dia cresce sem eu dar conta.
Parece mentira que já tive ela à quase um mês.

Arthur: ele adormeceu – Arthur chegou no quarto, sorrindo e deitou ao meu lado – E esta pequena, como está?
Lua: quase dormindo também. – olhamos os dois para ela mamando
Arthur: amanha temos de fazer algo com o Thomas. Ele está carente
Lua ri: carente ou com ciúmes?
Arthur ri: ciúmes da irmã,  se pode
Lua: acho que é normal
Arthur: é… ele falou que ela não trazia felicidade nenhuma para a vida dele. Que todos vinham cá só para ver ela e um monte de coisas – rimos
Lua: talvez ele tenha razão – falei insegura – Talvez devêssemos dar mais atenção e ele…
Arthur: amor, nada disso. Aquilo são só ciúmes de criança. A gente tem dado amor aos dois suficiente
Lua: você acha?
Arthur: tenho a certeza!

Antes de dormir, relembrei o dia do parto da Alice.

FLASH BACK ON

Havíamos acabado de chegar em casa. Vou no banheiro, depois volto à cozinha e quando ia pegar a água senti uma dor forte que até larguei o copo no chão, se partindo por completo. Eu estava de vestido, e derramando sobre as minhas pernas vi água. Tinha chegado a hora!

Lua: Arthur! – gritei – Arthur, vem cá! Rápido! – eu gritava
Arthur: o que foi? – ele vinha nas calmas com o Thomas ao colo – O que aconteceu?
Thomas: a mamãe fez xixi – ele começou a rir muito – Mijona.
Lua: amor, chegou a hora… - sorri pra ele, apesar das contrações que eu sentia

Eu é que sinto as dores, eu que vou ter o bebé que carreguei durante 9 meses, eu é que devia estar nervosa. Mas não, o Arthur entrou em desespero. Ele parecia um maluquinho de um lado para o outro, atarefado pegando as coisas para irmos para o hospital. Até no caminho para lá ele se enganou

Levei quase 5horas de parto, aquilo estava difícil. Pelos vistos, a minha filha não queria sair de jeito nenhum.
Gritei, chorei, desesperei e xinguei de mais o Arthur, que ficou o tempo todo apertando a minha mão, mas apos tudo isso, finalmente ela nasceu.

Xx: parabéns pais. Aqui têm uma filha saudável, linda de 3.450kg. nasceu às 9:01 da manhã e tem 49cm. Parabéns!
Lua: ohw, eu não acredito – eu ainda chorava, mas era de emoção

Eu fui a primeira a pegar na Alice ao colo. Ela tinha aquele cabelinho cacheado loiro, com os meus olhos. Mas quanto ao rosto, era tudo do Arthur. aquela boquinha pequena, aquele queixo… meu deus, idêntica ao pai. Ela sim, é a junção de LuAr em pessoa.

FLASH BACK OFF

POV ARTHUR

Iriamos fazer hoje o que tanto o Thomas pedia. Para variar, eu fui acordar ele com um monte de beijos, para ele não dizer que é só a Alice que recebe beijos do pai.

Thomas: eca pai! Eu sou homem viu? – ele se desapegava de mim
Arthur ri: uê, mas não foi você que disse que eu só dava atenção à Aline?
Thomas: tá, mas não preciso de tanta atenção assim. Deixa os beijos para ela
Arthur ri: tá. Vamos lá tomar um banho, se vestir para sair
Thomas: vamos fazer tudo o que eu pedi?
Arthur: vamos.
Thomas: sem a chata da Alice?
Arthur: se você falar mais isso, você vai apanhar e não vamos mais sair
Thomas: tá, desculpa! – ele bufou – Mas ela vai ou não?
Arthur: não, não vai. Mas à tarde, na praia, ela vai ter com a gente e a mamãe
Thomas: tá, ótimo! – fomos os dois para o banheiro mas… - Papai, sai, eu sei me virar
Arthur ri: peste

Eu desci até à cozinha, onde a Lua, acordada já, fazia o café da manhã para nós. Cheguei devagar, para ela não perceber e agarrei-lhe enquanto estava preparando o pão. Beijei o seu pescoço, fazendo ela rir e se encolher.

Arthur: bom dia coisa perfeita – continuei os beijos – Ahh, como eu te amo! – fiquei lhe abraçando por trás
Lua ri: nossa, como você tá dengo hoje! – ela largou o pão, se virou para mim e me beijou também
Arthur: vamos cometer uma loucura pequena logo pela manhã? – encaixei ela na minha cintura, sentado-a na bancada da cozinha e enchendo o seu pescoço de beijos
Lua ri: eu alinhava mas… - ela parou para me dar um beijo – O Thomas está quase chegando e… - ela continha os pequenos gemidos – Ele pode nos ver
Arthur: mas,…
Lua ri: sem mas nem menos Aguiar! – ela me afastou por completo – De noite, quem sabe
Arthur ri: você não me escapa viu? – dei um ultimo beijo nela

Thomas chegou na cozinha e foi atacado pelos beijos da mãe. Beijos da mãe, ele não reclama, mas se for do pai, ele já fala que é homem. Nos despedimos das mulheres das nossas vidas e fomos jogar um pouco de futebol, assim como ele tanto queria.
Tirei o dia para lhe fazer todas as vontades passando depois no parque e ainda almoçando no Mc. Depois, fomos andar um pouco de skate no calçadão, enquanto comíamos algodão doce.

Thomas: a mamãe será que tá chegando?
Arthur: ainda é cedo. O sol está forte de mais para a Alice
Thomas: aff, sempre ela! – ele fazia logo bico
Arthur: Thominhas, você não pode reclamar. Eu fui ou não bacana com você?
Thomas: é sua obrigação, você é meu pai
Arthur: exatamente, sou seu pai e por isso mereço respeito
Thomas: desculpa
Arthur: acho que a gente precisa de ter uma grande conversa!

Fomos para a praia, esperar pela Lua que por sinal não vinha tao cedo pois ficou presa no trânsito. Mas foi bom assim, pois deu para ter um papo serio com o Thomas.

Arthur: você tem de entender que a Alice é pequena e por isso tem mais cuidados. Você também já foi assim
Thomas: mas a mamãe disse que eu não nasci da barriga dela
Arthur: pois não, porque a mamãe tinha um problema. Mas agora ela está bem
Thomas: mas é porque isso que vocês não me amam?
Arthur: quem disse isso? menino, eu te amo! Você é o meu filhão – abracei ele – Você e a Alice são as coisas mais importantes na minha vida
Thomas: e a mamãe?
Arthur: lógico que a mamãe também. você tem de gostar da sua irmã, você vai ver que um dia vai querer brincar com ela e ela não vai querer você já
Thomas: porque?
Arthur: porque ela vai arranjar muitos namoradinhos, como você tem na escolinha
Thominhas: nananinanao! Ninguém vai pegar a minha maninha, ela é  minha!
Arthur ri: é isso aê campeão! – abracei ele de novo

Ficamos mais ou pouco falando, até que por fim fomos dar um mergulho, pois a Lua nunca mais chegava. Quando voltamos à areia, ela chegou com a Alice no colo.

Thomas: mamãe, chegou tarde
Lua: mas cheguei na melhor parte.

O sol estava se escondendo e é nessa altura que toda a população se junta na areia, abraçados para agradecer a deus o dia que tiveram hoje. É um momento lindo. Fizemos o mesmo.

Lua: obrigada deus por ter posto na minha vida as pessoas mais importantes de sempre.
Arthur: obrigado deus por todos esses dias maravilhosos que só você pode dar. Que venham muitos mais
Thomas: obrigado papai do céu pela família linda que eu tenho – ele abraçou a Alice – Mamãe, o que a Aline vai dizer?
Lua ri: ela vai dizer que quer um abraço de família – e assim foi

A nossa família teve altos e baixos, assim como todas têm. Teve momentos da minha vida em que pensei que aquele ia ser o nosso fim, mas tem alguém lá em cima olhando por nós que nos ajuda a entender que desistir não é o caminho certo…

FIM

Nenhum comentário :

Postar um comentário

*Nada de comentários do tipo "FIRST", indicando que você foi o primeiro a comentar. Isso é ridículo e não acrescenta nada à blogosfera.
*Críticas também são bem-vindas, mas tenha educação ao escrever.
*Só faça comentários a respeito do tema.
*Se quiser fazer propaganda, entre em contato pela c-box.
*Não envie comentários repetidos.
*Não agrida a equipe, por favor.

Agora é só comentar..

Design por: Deborah Sophia - Adapta��o do c�digo por: Bruna Oliveira - C�digo base por: Luiz Felipe